quarta-feira, 29 de abril de 2015

Congresso Nacional da Umbanda - Carta Magna da Umbanda

CONGRESSO NACIONAL DA UMBANDA
Carta Magna da Umbanda 
Site: http://congcartamagna.wix.com/congcartamagna
Local: Santuário Da Umbanda Fugabc 
Estrada do Montanhão, 700
Bairro do Montanhão - Santo André
São Paulo
Brasil
Organização: FUGABC - Pai Ronaldo Linares 
Previsão: Novembro de 2015
Data: a ser definida
Maiores informações:
Estrada do Montanhão, 700
Bairro do Montanhão - Santo André
São Paulo
Brasil
http://congcartamagna.wix.com/congcartamagna
federacaoabc@terra.com.br
www.santuariodaumbanda.com.br 
Tel: 55 (11) 96282-7989 / 55 (11) 7752-6192
De terça-feira a domingo
Pré-Inscrições e informações sobre a Carta Magna da Umbanda e o Congresso:
http://congcartamagna.wix.com/congcartamagna#!data-info/ch37

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sincretismo? Salve São Jorge!

Sincretismo?
Salve São Jorge!

Hoje, como todos os anos no dia 23 de Abril, saudamos São Jorge e para nós, da Umbanda, também saudamos Ogum!
Uma situação sempre causa uma certa polêmica, pois nessas datas em que são comemorados os Santos Católicos, logo vem a crítica ao Sincretismo!
As famosas frases: "A Umbanda cultua São Jorge pelo sincretismo", "Ogum na Umbanda é São Jorge pelo sincretismo", "Apesar de Ogum não ser São Jorge, eu respeito" e por aí vai...
É indiscutível que TODAS as religiões de matriz africana e até mesmo alguns cultos indígenas, tiveram que utilizar do dito sincretismo para poderem sobreviver no Brasil, já que a religião Católica, ou Cristã era imposta pelos colonizadores.
O fato é que em se tratando de UMBANDA precisamos ver essa situação com um olhar um pouco mais do ESPÍRITO.
Sim somos uma religião que acredita no Espírito, na vida pós morte, na reencarnação, nas moradas espirituais de acordo com o estágio evolutivo (merecimento) e no trabalho caritativo e fraterno para a evolução espiritual (incorporação para prática da caridade possibilitando o resgate mútuo de carmas). Nesse processo, é de grande importância a agregação de espíritos afins para um melhor aproveitamento dessas qualidades, formam-se então, as Falanges.
Sempre conduzidas por um espírito de grau superior, as falanges são necessárias para que a Ordem, a Lei e a Justiça Divina sejam cumpridas através de orientações e atuações de grandes grupos de espíritos em processo de evolução que estão trabalhando do lado espiritual em auxílio aos irmãos encarnados, a esses espíritos, chamamos de Entidades. Por sua vez, para uma melhor aceitação e identificação com o encarnado a ser auxiliado, essas Entidades assumem Arquétipos, que são conhecidos como Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Ciganos, Exus, Pombagiras, etc.
Todo o processo é sustentado pelas Forças Divinas, Emanações Primárias do Criador, Tronos Divinos, Divindades, ou como chamamos na Umbanda, Orixás.
Portanto, apresentando resumidamente essa estrutura espiritual de atuação na Umbanda, podemos entender que por exemplo, na formação de uma falange de espíritos (Entidades) do arquétipo CABOCLO do Orixá OGUM podemos encontrar vários espíritos de guerreiros Africanos, Malaios, Mongóis ou soldados Persas, Romanos, Gregos, nossos Ancestrais Indígenas, dentre outros.
Sendo assim, no nosso entendimento, nada impede de que espíritos que serviram ao Bem e atuaram de uma forma militar em nosso planeta, possam fazer parte dessa Falange de Caboclos de Ogum. Nada impede nessa linha de raciocínio, que São Jorge seja para nós, um desses grandes espíritos que comandam essas falanges.
Pensando num outro aspecto, é comum nas giras de Pretos Velhos e também nas chamadas correntes do Povo do Oriente, ouvirmos as entidades dizerem que o espírito sofredor "tal" será encaminhado para a Colônia de Santo Agostinho, ou que a corrente de cura de São Camillo de Lellis irá ampará-lo e assim por diante.
Oras, se essas colônias, prontos-socorros espirituais, etc, existem e são citadas por nossos Guias Espirituais, o que impede de Espíritos ligados à Santo Antônio, São Francisco de Assis, São Jorge, Santa Bárbara, São Lázaro, etc de atuarem na corrente Umbandista para o Bem?
O que precisamos, no meu ponto de vista, entender é que as Religiões são diferentes, é verdade, mas se acreditamos no Espírito e no Mundo Espiritual temos que ter o bom senso para aceitar que no trabalho do Bem todos são bem-vindos e se todos os caminhos são para Deus (Zâmby, Olorum, Tupã, Alá, Jeová, Arquiteto do Universo, etc), então, no Astral não existe essa divisão.
Como disse o grande espírito Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas:
"...mas vocês homens, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte."
Salve São Jorge!
Salve Ogum!
Salve os Caboclos de Ogum!
Salve a Umbanda!